Esta é uma revisão do artigo publicado neste espaço em maio de 2008, antes da crise financeira e econômica pela qual passamos.
O estudo de Brinson, Hood and Beebower (2005), demonstra que no mercado americano de ações, conforme medido pelos retornos do S&P 500 entre 1989 e 1994, o chamado "timing" - a possibilidade de investidores acertarem o melhor momento para entrar e sair da bolsa -, é praticamente nula. Em 1.275 pregões, o retorno anualizado é de 10,35%, mas ao excluirmos os dez pregões de maiores altas o retorno do S&P 500 cai para 4,28%. Se o investidor errar em 0,78% dos pregões analisados, seus retornos caem pela metade, ao passo que, se perderem os 20 pregões de maior alta em um universo de 1275 pregões, seus retornos são praticamente zero, ou 0,14%. Já se excluirmos os 30 pregões de maiores altas, o retorno será -3,29%. Por fim, ao excluirmos os 40 pregões de maiores altas, o retorno anualizado será de -6,56%. Leia mais...